segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A irônica certeza da vida





  • "Renata: Oi Aninha, tudo bem? Lembra da Midiã?

    Eu: Lembro sim! :)
  • Renata: infelizmente ela faleceu nesta manhã....passou mal no trabalho e quando chegou no hospital já chegou sem vida...ainda não sei de muita coisa mas vamos nos falando"



    E Assim, meu dia 13 de Agosto acabou exatamente ao 12:54 da tarde, assim, sem massagem, sem band-aid a morte chega, como se arrancasse uma casca de ferida que você nem se dava conta que a tinha, mas ela estava lá.

    Liguei para outras pessoas para confirmarem a veracidade daquilo, não que eu desconfiasse da minha amiga, contudo, o que esperava q fosse uma brincadeira de sumo mal, gosto foi confirmada. Uma garota, cheia de vida, alegre, com sonhos a ser realizados faleceu devido a uma tromboembolia.

    Estou escrevendo agora sobre isso, pois sinto a minha cabeça um pouco mais fria, não que o texto não exija emoção nas palavras, contudo as lágrimas, o choque e o profundo pesar não me deixavam ouvir claramente o que o meu coração tinha para dizer.

    Midiã de Menezes Gomes, antes de tudo foi uma guerreira, lutou pelo que queira, agarrou os sonhos a unha.
    Sua vida foi curta sim, 26 anos para ser exata, porém deixou uma lição valiosa, de lutar pelos seus sonhos, cativar as pessoas e nunca desistir.

    Sempre que lembro dela, me recordo com um sorriso no rosto, não andávamos juntas, mas sempre que nos víamos era como se o tempo e a distância não existissem, sempre tínhamos assunto, era bom demais revê-la... o engraçado é que sempre era nos lugares inusitados onde eu menos esperava.

    Impossível não pensar na mortalidade quando a vida de alguém tão jovem é ceifada desta maneira. A morte vem e te dá um tapa na cara, manda você engolir o choro e te faz refletir, sei que parece egoísmo, mas, penso nos amigos meus que vão partir, dos meus familiares (quase perdi o meu pai no dia 30/04/2013) e de mim de como eu me sentiria..

    Será que vai doer? 
    Verei um filme de minha vida diante dos meus olhos? 
    Verei o meu velório? 
    Existe algum lugar para ir depois daqui? 
    Simplesmente vou deixar de existir?
    é tétrico sim... mas a verdade infelizmente é essa... vamos todos morrer.
    Irônico saber é que a unica certeza que temos nesta vida é que vamos morrer

    bom, só saberei isso quando eu partir e enquanto isso vou VIVENDO e não existindo. Afinal o corpo pode deixar de existir e o que fica é o que passamos para as outras e isso de certa forma nos mantêm vivos.

    Midi, onde quer que você esteja agora "ouça"; Você viveu intensamente, viveu calmamente mas não viveu em vão e se a minha filosofia de vida estiver certa, certamente vamos nos encontrar da mesma forma que sempre nos encontramos, do nada.



domingo, 21 de julho de 2013

Olhos castanhos

Uma amiga me disse, que quando vc pensa em uma pessoa, ela de certa forma está pensando de volta.
Todo domingo eu sinto saudades de uma pessoa em especial, especial como os domingos que passávamos juntos.


Estranho que mesmo olhando para trás e vendo tudo que fizemos para dar errado, que tudo conspirava contra a nossa relação, eu ainda sinto falta daquele ser.
Quando olho no espelho e vejo os meus olhos castanhos, lembro dos seus olhos castanhos.
Queria matar esta saudade de alguma forma, de fome ou mesmo te vendo, mesmo q seja pela última vez.
Ainda sinto o frio que vem da porta que eu mesma abri.
Palavras discorrem soltas, impossível descrever com exatidão o que estou sentindo.
Espero que um dia ele pense em mim com o mesmo carinho que eu penso nele, apesar dos pesares.

terça-feira, 5 de março de 2013

Eu "on", você "on", o orgulho "on" e ninguém se fala

O orgulho é uma das coisas mais complexas do ser humano, esse lance de se "rebaixar" sempre me fascinou, afinal, o melhor é mesmo ficar sofrendo calado do que falar para o outro que você está sentido falta?
Sinceramente eu não sei dizer, porque eu já estive dos dois lados e sinto falar que infelizmente maioria das vezes o problema estava do outro lado (sim, estou passando a culpa para frente) o ser humano é muito imprevisível! 
Quando você fala que sente a falta da pessoa, o outro vê como o pretexto de pisar na pessoa, afinal "sou  o chefe da relação, vou mostrar que eu não sou otário e ela nunca mais vai me fazer de trouxa" (como se não fosse um com esta atitude) e já fui também a orgulhosa, confesso que doeu muito quando eu vi o meu amado recomeçando a vida com outra pessoa.

Concluindo, os dois lados são ruins... então o jeito é ir com calma, se a pessoa vale a pena, pese na balança se dá para aquentar aquele defeito, se dá para abrir mão daquilo que gerava discussões e entrem em um acordo, vá com calma e foco no objetivo!
Agora, se a pessoa que você gosta chegou em você, dê abertura!
A vida já é tão curta, o presente já é passado e a vida já é tão pesada... não dá para perder tempo pensando merda!
Vá lá viva, tenha uma oportunidade de fazer melhor e  de deixar o outro fazer melhor. 
Vão ser felizes! Gente feliz não enche o saco!!! :D

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A temida encruzilhada

Hoje fazem 2 meses que eu estou com o meu querido... estamos ambos magoados um com o outro com coisas nossas e coisas das nossas vidas, vamos passar o primeiro final de semana sem nos vermos... apesar de me falar que ele quer resolver as coisas da vida dele (e eu tenho as minhas também) e que não é que ele não quer me ver, eu fico com a cabeça cheia de caraminholas.

Sinto que o meu querido está atolado em seu conflito interno, sei que ele se sente pequeno diante das dificuldades da vida e sei também da sua sensação de impotência por não ter as suas metas de vida batidas no auge dos seus trinta anos. Soube hoje também de seus problemas familiares e entendo perfeitamente, afinal, este mesmo problema faz parte dos meus problemas também.

Vejo agora que estamos na temida primeira encruzilhada do nosso relacionamento, aquela que é tão frágil, ela é a primeira a decidir se seguiremos juntos ou não.

Ao invés de ficar feliz em ver que ele finalmente resolveu levantar e dar o primeiro passo para resolver os seus conflitos, me vejo aflita em não estar de mãos dadas para resolver esta etapa juntos... porem tenho que ser racional, afinal, quero ser a namorada e não a mãe/psicologa.

A namorada dá o incentivo, a opinião dela sem interferir na decisão final e torce pelo melhor.

Quero ele feliz comigo, mas se tiver que ser feliz sem a minha presença eu terei que aceitar.

Gostaria de falar o quanto estou orgulhosa de saber que ele vai levantar da cadeira e fazer algo para o seu crescimento... mas meu medo foi muito maior.

Não falei nada, mas elevo meus pensamentos ao Senhor e peço para ele serenidade, sabedoria e se for possível que esta encruzilhada nos fortaleça como casal.

O medo é grande, mas a fé sempre deve prevalecer.

Vamos superar esta, meu amor, te quero feliz, realizado, eu sei da sua capacidade, sei que o que é seu está lá na frente... te vejo como um homem realizado e feliz... e principalmente, neste momento eu me vejo feliz e realizada com você. 

Meus pensamentos estão contigo!!!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Block por medo? Receio? Angustia? Sei lá eu!

Ultimamente ando com um bloqueio para escrever que me incomoda... e muito.
Sinto que antes eu tinha mais facilidade para escrever, era como se a caneta "linkasse" com o meu cérebro e as palavras discorriam soltas pelo papel.

Agora:
Eu penso em um tema, nada.
Observo uma pessoa, nada.
Assisto um filme, nada.
Leio um livro, nada.

Como estou desempregada, os dias passam lentos e tediosos... chega a assustar!

Tenho que focar nas minhas metas, posso sentir o cheiro do meu sonho... ele está tão perto, sinto que falta pouco para eu tocá-lo... começar uma nova carreira não é nada fácil... logo depois deste pensamento sinto a impotência querendo  chegar perto... posso ouvir o seu sussurro "você sabe que pode não dar certo, né?".



Nesta hora eu me elevo a Deus e peço para ele me perdoar, porque hoje o meu medo esta sendo maior que a minha fé...

Sinto falta dos olhos castanhos dele olhando nos meus... apesar dos pesares me transmitem  uma certa paz.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

As pedras e as delicias de um relacionamento

Domingo foi sem dúvida o pior dia da minha vida, logo pela madrugada sentia calafrios, dores de cabeça e o estômago pesava uma tonelada... o pior é que isso não me incomodava tanto quanto a sensação de frustração que eu estava sentindo o final de semana eu e o meu "querido" nos estranhamos, de um lado eu tentando fazer ele esquecer o que estava magoando ele e do outro o ser se sentindo no direito de me magoar afinal ele tinha avisado q seria uma má companhia (mas, não deixava eu ir embora).

Depois de engolir tanto sapo eu cheguei no meu limite peguei as minhas coisas, deixei a chave da casa dele e  peguei o rumo do metrô... a dor e o mau estar não eram maiores que o pesar que carregava no meu coração, fui para a casa de uma amiga, que soltou cobras e lagartos do meu querido (com razão), poderia ser resolvido aquele impasse de tantas formas diferentes... por que chegamos á esse ponto?

Estamos "nos acertando"...Só não sabemos se estaremos acertando juntos ou separados... infelizmente... da mesma maneira que eu quero vê-lo, senti-lo, olhar para ele... eu tenho receio de falar, receio de ficar perto dele e sentir tudo aquilo novamente... eu me sentia pequena, feia, suja... nenhuma pessoa no mundo deveria se sentir assim... mesmo que seja por 5 minutos.

Por outro lado, nenhuma relação nasce pronta, ninguém vem do céu com uma pessoa que seja o seu tipo e diz : " Olha, ele lava, passa, cozinha, é romântico, educado, excelente na cama e ainda vem com 15 kg de Ração". Ok exagerei na parte da ração... mas parece isso que as pessoas esperam de um relacionamento!!!

São duas pessoas com histórias diferentes, criações diferentes, culturas, sendo de moral e ética diferentes... e para terminar de foder, no meu caso, de estados diferentes... isso gera atritos também. 

Me sinto como se tivesse suspensa no ar, quero estar com os pés no chão... mas, quando eu lembro daqueles olhos... lembro me da primeira vez que os vi... foi como se o tempo tivesse parado, foram segundos... lembro disso com uma riqueza de detalhes tão grande que levaria horas falando somente daquele momento, logo encontro-me em pleno voo novamente. Estamos juntos á tão pouco tempo e já vivemos tanto!!! 

Confesso, apesar de esperar dois dias para tentar escrever algo, não estou organizando bem o meu raciocínio, contudo minha alma almeja desabafar... perdoem-me este raciocínio em retalhos, confusos e mau amarrados... 

Será que Vinicius de Moraes estava correto, amor só é bom se doer?


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dia do São "Valentino"

Agora pretendo deixar atualizado o blog... veremos até onde isso vai... rá!

Hoje é dia de São Valentim, que até pouco tempo atrás só era lembrado em cursos de inglês e espanhol... vendo o Facebook , G+, twitter e outras redes social, vejo que já é mais uma data a ser "celebrada"... eu não posso falar como é o dia de são "valentino"... mas posso falar sobre o dia dos namorados brasileiro.
As lojas associam a sexo e a massa vai atras... a mulherada fica ensandecida em agradar o seu parceiro, comprando velas aromatizadas, calcinhas atochadas na bunda, gel que esquenta/esfria/ estreita/ faz café/ etc, cuequinhas que eles não vão usar... tudo para a tal noite romântica... eu também não tenho propriedade para falar dos dias dos namorados, porque eu nunca liguei para isso... eu sou romântica quando eu quero, não quando "tem" que ser, tem que vir naturalmente!

Fico imaginando o povo tentando criar um clima que se estende da fila do motel (loooonnga moro perto de 3!) até chegar no quarto recém "limpo"... imagina como deve estar o colchão deste recinto? Eca!!!
Essa coisa de forçar o amor é ridícula (na minha opinião), as coisas mais lindas que fizeram para mim foram as que eu não esperava e convenhamos, uma boa transa que rola no momento que o tesão aparece é simplesmente espetacular!

Moral da história crianças: Deixem acontecer, vivam o momento do agora... vão ser felizes pemba!!!


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Eu nunca #1

Eu fiz este blog na intenção de escrever nele todos os dias... mas eu me conheço, como a maioria dos projetos que eu começo, logo q ele deixa de  ficar interessante eu deixo de lado... que merda neh?

Contudo, olhando o projeto do "eu nunca" da Raquel Gianotti... confesso q eu fiquei inspirada e resolvi tentar coisas novas, abrir a minha cabeça e ontem resolvi dar um "eu nunca #1" e fui ao parque da Luz sozinha... bom aí vc pensa "grandes coisas"... antes de tornar seu pensamento verbal, deixe-me contar o que o parque da Luz é para mim.

Meus pais se conheceram lá em 1978 ao "lado da fonte que fica no laguinho" palavras do meu pai, sou paulistana e várias vezes quando era criança eu passava pela estação da Luz com meus pais, tinham cada um a sua "dinâmica" para me carregar meu pai era mais sossegado, caminhava mais lentamente e eu podia olhar com mais detalhes o lugar... lembro-me das mulheres voluptuosas, roupas extravagantes... no rosto um sorriso fácil, na tentativa de esconder o sofrimento com os seus cigarros Hollywood  Minha mãe já passava apressada e falando para não olhar para elas e eu olhava rapidamente para o outro lado da rua e lá estava a pinacoteca e o parque sempre tive vontade de ir lá. Mas, me contavam histórias escabrosas do parque que as prostitutas iam la para se drogarem, que as prostitutas iam la para atenderem os seus clientes e que os mendigos poderiam me pegar.... depois do natal que eu tive com os mendigos (eu conto esta história em breve... nunca falei q este blog iria obedecer ordem cronológica rs) eu pensei comigo "vou na pinacoteca e depois eu passo no parque e......
E ontem eu fui!!!! (clap, clap, clap)

Não posso deixar de relatar o cagaço que eu tive ao entrar lá, na hora em que pisei o pé na calçada já tinha um operário desmontando o que parecia ser uma tenda para algum evento carnavalesco da cidade que pausou o trabalho para gritar em alto e bom som "BOA TARDE, LÔRA!" e o receio se dissipou, afinal boa tarde é boa tarde, né? Avistei a placa do Parque Praça da Luz e adentrei olhando com mais calma, há uma mistura de glamour dos anos vinte e da decadência dos anos 2000, ainda ha prostitutas e mendigos sim, contudo eu fiquei tão encantada com os coretos, as obras de arte, os postes (sim, tenho fascinação por postes antigos), as carpas no lago... a VIDA que tem naquele lugar!!!

O estranho é que quando empunhei a minha velha e gordinha máquina fotográfica um homem olhou para mim e me chamou de Americana, agora vejo q eu gostaria de ter respondido para ele que sou uma pessoa apaixonada pela cidade que nasceu... foi até melhor assim, vai que ele iria ficar ofendido? Rs

(eis a prova q eu estava lá! rs)

Conversando com o meu pai, vi que eu não vi nada de lá ainda... então alem do pretexto que a pinacoteca estava fechada para visitas, tenho que voltar lá para conhecer melhor, mas este "eu nunca" já foi cumprido!


AH, FALOS VOADORES!!! 


Não posso deixar de falar os frutos do "eu nunca"!!!!

Eis q estava a queimar as pestanas na frente do PC minha campainha toca e avisto uma pequena grande  conhecida; Fernanda Meneguetti, (sua linda!!!) entre Heinekeins e quitutes do Ragazzo uma conversa incrivelmente agradável cheia de boas novidades e novos desafios...
Fê, Vá em frente no seu novo desafio, não será fácil, ás vezes será árduo e os pensamentos de desistência apareceram... contudo miudinha, pensa na meta e foca, foca muito, afinal, quem se esforça sempre chega!!! E pode ter certeza que eu estarei sempre disposta a te ouvir, sempre!!! A amizade quando é verdadeira, tudo supera e a distância não importa. Fé em Deus e no seu potencial. Beijos!

Moral da história de hoje, crianças: Quando você se abre para o novo, coisas surpreendentes acontecem. SE PERMITA, DEIXE O NOVO VIR!!!