Hoje fazem 2 meses que eu estou com o meu querido... estamos ambos magoados um com o outro com coisas nossas e coisas das nossas vidas, vamos passar o primeiro final de semana sem nos vermos... apesar de me falar que ele quer resolver as coisas da vida dele (e eu tenho as minhas também) e que não é que ele não quer me ver, eu fico com a cabeça cheia de caraminholas.
Sinto que o meu querido está atolado em seu conflito interno, sei que ele se sente pequeno diante das dificuldades da vida e sei também da sua sensação de impotência por não ter as suas metas de vida batidas no auge dos seus trinta anos. Soube hoje também de seus problemas familiares e entendo perfeitamente, afinal, este mesmo problema faz parte dos meus problemas também.
Vejo agora que estamos na temida primeira encruzilhada do nosso relacionamento, aquela que é tão frágil, ela é a primeira a decidir se seguiremos juntos ou não.
Ao invés de ficar feliz em ver que ele finalmente resolveu levantar e dar o primeiro passo para resolver os seus conflitos, me vejo aflita em não estar de mãos dadas para resolver esta etapa juntos... porem tenho que ser racional, afinal, quero ser a namorada e não a mãe/psicologa.
A namorada dá o incentivo, a opinião dela sem interferir na decisão final e torce pelo melhor.
Quero ele feliz comigo, mas se tiver que ser feliz sem a minha presença eu terei que aceitar.
Gostaria de falar o quanto estou orgulhosa de saber que ele vai levantar da cadeira e fazer algo para o seu crescimento... mas meu medo foi muito maior.
Não falei nada, mas elevo meus pensamentos ao Senhor e peço para ele serenidade, sabedoria e se for possível que esta encruzilhada nos fortaleça como casal.
O medo é grande, mas a fé sempre deve prevalecer.
Vamos superar esta, meu amor, te quero feliz, realizado, eu sei da sua capacidade, sei que o que é seu está lá na frente... te vejo como um homem realizado e feliz... e principalmente, neste momento eu me vejo feliz e realizada com você.
Meus pensamentos estão contigo!!!



